Governo pretende aumentar a produção de Biocombustível

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O Ministério de Minas e Energia (MME), iniciou o programa “RenovaBio”. A ideia é que o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Márcio Félix, escute todos os representantes do setor de biocombustíveis, para, assim, entender as necessidades dos produtores e definir o papel que os combustíveis limpos podem exercer até 2030.

De acordo com Félix, o objetivo é garantir a expansão da produção baseada na previsibilidade, compatível com o crescimento do mercado e em harmonia com os compromissos brasileiros assumidos na COP21. Por exemplo, no caso do etanol, algumas empresas produtoras têm sofrido com a política de preços praticada desde 2009 pela Petrobrás: ela reteve o preço da gasolina com o objetivo de segurar a inflação e, desse modo, diminuiu a competitividade do combustível limpo.

O programa, então, vai discutir maneiras de melhorar a situação do setor sem a concessão de incentivos fiscais. O Ministério já ouviu algumas entidades representantes e, somente após se reunir com todas, vai realizar uma consulta pública para decidir os próximos passos que serão dados.

O presidente do Sindicato da Indústria e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, vê a iniciativa com esperança, e lembrou das dificuldades do setor: “O ministério sinaliza ampliar seu leque de atuações, não se restringindo apenas à energia elétrica, mas passando a ter um foco na energia veicular”, disse.

“O etanol tem sofrido muito com uma agenda que nunca resultou em preços de remuneração ao produtor superiores ao custo de produção, portanto é imprescindível para a continuidade da existência do combustível limpo uma atualização do seu papel na matriz energética”, acrescentou.

Ele também destaca necessidade de previsibilidade para os produtores: “É preciso que haja previsibilidade e que o etanol passe a ter uma política estruturante que acarrete preços acessíveis para o consumidor e remuneração ao produtor com margem positiva, a fim de que se continue investindo na produção. O setor de etanol chegou a um ponto que precisa gerar margem para poder continuar produzindo a energia limpa”, finaliza.

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