Greenpeace lança alerta sobre clima no Brasil

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Foto: Marcello Casal JR. /Agência Brasil

A Organização não governamental (ONG) Greenpeace, mostrou preocupação com relação às mudanças climáticas e o efeito que elas estão causando na vida dos brasileiros. Dez anos após a publicação do último relatório do órgão sobre os prejuízos causados pelas mudanças climáticas, viu-se que pouca coisa mudou. A energia do nosso país continua sendo, principalmente, de hidrelétricas, e com a escassez, a tendência é que ela vá se tornando cada vez mais cara.

De acordo com o coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Márcio Astrini, a situação é complicada: “O que tem de mais emblemático é que, dez anos depois, ainda não conseguimos arrumar uma solução para evitar as mudanças climáticas. Continua uma discussão muito grande, as coisas não saem do papel e os efeitos já estão acontecendo”, afirma.  Passaram-se dez anos, segundo Astrini, e ainda se discutem acordos e procura-se saber de quem é a culpa. Enquanto isso, o clima continua alterando e prejudicando a vida das pessoas, que pagam mais por conta das variações na cobrança de energia elétrica.

Um das previsões do relatório ligadas ao aquecimento global é, justamente, a diminuição da vazão dos rios. “O Brasil produz muita energia de hidrelétrica, que depende do rio corrente para gerar energia. Tem chovido de forma desregular, quer dizer, tem horas que aquele rio está muito cheio e tem horas que está muito seco”, complementa Astrini.

Sobre como evitar que essa situação se agrave, Astrini aponta duas soluções: a implementação de energias renováveis – tais como a solar, eólica e de biomassa –, e acabar com o desmatamento. Segundo o coordenador do Greenpeace, variar essa matriz energética pode dar ao Brasil uma segurança maior nesse setor: “Precisamos bolar outras formas de gerar energia no país e eletricidade para a casa das pessoas. Temos muito sol, temos muito vento, temos uma capacidade de produção de agricultura muito grande, e essas três coisas podem dar pra gente energia solar, eólica e biomassa. O Brasil investe muito pouco nisso”, pondera.

A outra solução diz respeito à diminuição do desmatamento – principalmente na Amazônia, que é um regulador climático para o país. “Alguns estudos dizem que, devido à existência da Amazônia, é que tem a regularidade da quantidade de chuvas no sul, no sudeste e no centro-oeste do país, que são exatamente os lugares que mais produzem agricultura. Então, se a gente desmata essa floresta, temos um efeito contrário duplo: vamos emitir muito carbono e retirar do país esse regulador climático”, completa.

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