Reitor da UFPE afirma que PEC 241 “pode comprometer futuro da universidade”

0
75

Em todo o país, já são mais de 1.108 instituições de ensino ocupadas por alunos em protesto contra a PEC 241. Essa Emenda propõe que se crie um teto de gastos para os serviços públicos, tais como saúde e educação, e que tem um prazo de até 20 anos – sem poder ser alterada.

Notando o risco que esta Proposta apresentada pelo Governo Temer pode criar para os estudantes – principalmente dos setores federais e estaduais, muitos decidiram ocupar os seus campi. Foi seguindo o mesmo raciocínio dos alunos, que em um vídeo divulgado pela assessoria de comunicação da UFPE, nesta quarta (26), o reitor da Universidade, Anísio Brasileiro, afirma que “a PEC 241 comprometerá certamente o futuro da universidade pública brasileira”.

Ainda de acordo com Anísio, “a PEC 241 configura um quadro muito dramático e de muitos riscos para as conquistas que obtivemos ao longo dos últimos anos. O contingenciamento dos recursos do orçamento podem vir a comprometer o custeio da universidade, em especial toda a parte de segurança. Em segundo lugar, pode levar a uma desestruturação dos laboratórios de pesquisa e uma perda de nossa capacidade de gerar conhecimento no plano nacional e internacional”.

Além dos problemas já apresentados, as políticas de assistência estudantil, as Casas de Estudante e o Restaurante Universitário, a Emenda pode prejudicar a reposição dos quadros na instituição.  “É fundamental que nós continuemos a realizar os concursos públicos e que as progressões de docentes e técnicos possam acontecer. Nós somos absolutamente contrários a qualquer corte nas bolsas de produtividade do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) porque elas representam o mérito e estímulo aos pesquisadores brasileiros para continuar a produzir com qualidade”, disse.

No fim, ele ainda convoca os integrantes da UFPE a debaterem os desafios trazidos pela PEC 241: “gostaria de, particularmente, em um clima de diálogo com os nossos estudantes, auscultar as suas reivindicações, suas ansiedades e expectativas de tal maneira que nós possamos, em um diálogo franco e aberto, construir outras alternativas que não aquelas que estão postas hoje pela estrutura da PEC”, finaliza Anísio Brasileiro.

 

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here